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Bebê / Anuário

BEBÊ: Pai, o apoio fundamental

A interação entre mãe e bebê é tão intensa que alguns homens podem não perceber sua real importância nesse novo momento da família

Redação Publicado em 10/10/2012, às 10h11

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BEBÊ: Pai, o apoio fundamental - Shutterstock; Carla D'Aqui / Divulgação
BEBÊ: Pai, o apoio fundamental - Shutterstock; Carla D'Aqui / Divulgação

Enquanto há uma grávida, todas as atenções são para ela. Quando chega um bebê, ninguém tem olhos para mais nada. E onde fica o pai nesse novo e desafiador cenário familiar? Diante dessa dúvida — comum na maioria dos casos — muitos homens sentem-se excluídos nos primeiros tempos do bebê em casa.

De fato, o vínculo com a mãe é muito maior nessa fase. Além de depender dela para a própria alimentação, o bebê precisa do contato físico com a mãe para seu desenvolvimento físico. A figura do pai vai se fortalecer e ganhar peso no processo de crescimento da criança alguns meses mais tarde. No entanto, sua presença e atuação segura serão fundamentais para a outra personagem dessa história, a mãe.

“No período pós-parto, o pai é muito importante para a mãe, representando uma fonte de segurança e tranquilidade nesse momento de ansiedade e incertezas, principalmente quando se trata do primeiro filho”, comenta Flávia Ianzini Carnielli, psicóloga. Por isso, segundo ela, o pai não deve ter vergonha de assumir tarefas que, eventualmente, sejam desempenhadas pela mulher, como cuidar da casa e das compras da família. “Livrar a mãe das tarefas domésticas nessa etapa é uma grande contribuição, pois proporciona a ela o foco exclusivo no bebê, desta forma o homem também vai se sentir menos excluído dessa relação que se torna tão intensa.”

Não é incomum que, após a chegada do bebê, alguns homens desenvolvam sintomas parecidos com os da depressão pós-parto. Com todas as atenções da mulher voltadas para a criança, sentimentos de rejeição e ciúme podem desestabilizar esse pai que, afinal, também está estreando em nova função. “Cabe à mulher não excluir o companheiro das decisões e tarefas relacionadas ao bebê”, diz Flávia, lembrando que, muitas vezes, a gestante praticamente substitui a companhia do marido pela da mãe nessa fase.

A figura do pai distante, que não sabe nem trocar uma fralda, é cada vez mais um quadro do passado. Hoje, a maioria dos homens quer e sente orgulho por participar da vida do bebê desde os primeiros momentos. Ser o porto seguro da mãe — especialmente as de primeira viagem — é uma ótima maneira de começar.